Niterói valorizada: levantamento inédito traça perfil do mercado imobiliário

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Niterói valorizada: levantamento inédito traça perfil do mercado imobiliário

De janeiro a setembro deste ano, os imóveis residenciais em Niterói tiveram uma valorização de 1,86%, e o preço médio do metro quadrado na cidade passou de R$ 7.202 a R$ 7.336. Os dados fazem parte de um panorama inédito do mercado niteroiense, realizado pelo Sindicato da Habitação (Secovi Rio) e divulgado nesta semana.

A pesquisa apurou o valor da metragem de apartamentos padrão, de dois quartos, em 14 bairros. De acordo com o estudo, os bairros mais caros ficam na Zona Sul e próximos à praia, com vista para a Baía de Guanabara. São eles: Charitas, cujo metro quadrado para venda custa, em média, R$ 9.748; Boa Viagem, R$ 9.145: Icaraí, R$ 8.245; e São Francisco, RS 8.088 – em valores referentes ao mês de agosto.

Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, explica que o mercado, nesse sentido, é parecido com o do Rio, pois os bairros na orla são os mais valorizados. Mas esta valorização se dá em efeito cascata por toda a cidade. Como o custo é mais alto nesses locais, é natural que as regiões adjacentes também tenham um impacto no desenvolvimento imobiliário.

Ë o mesmo movimento que acontece na capital fluminense: quem quer residir no Leblon, devido aos preços dos imóveis, acaba indo morar em outros lugares da Zona Sul. Segundo Schneider, o setor imobiliário na região, de uma forma geral, tem também sido beneficiado por conta das melhorias estruturais e pelo mercado de petróleo e gás. Com isso, a cidade passou a concentrar mais renda, o que atraiu construtoras que viram a oportunidade de oferecer novos e ainda melhores imóveis.

Não à toa, Charitas, um dos bairros que é banhado pelo mar e possui uma estação de catamarã, teve uma valorização de 4,48% nos primeiros nove meses de 2015. Maior inclusive que Ipanema, do outro lado da baía, que praticamente se manteve estável no período, com 0,03%, e Barra da Tiju-ca, com 1,95%.

INVESTIMENTO EM POTENCIAL

Um dos fatores que contribuem para a consolidação do mercado imobiliário niteroiense é a qualidade de vida – hoje um item que influi muito na decisão de compra -, além do desenvolvimento local.

Outro ponto que pesa na valorização desses bairros é a ampla rede de serviços, comércio, transporte e pontos turísticos, como o Museu de Arte Contemporânea, fcone da arquitetura projetado por ninguém menos que Oscar Niemeyer, em Boa Viagem.

– Niteroi é uma cidade importante porque tem um mercado imobiliário ativo, devido à alta renda da população. Além disso, destaca-se por ser um dos principais centros financeiros, comerciais e Industriais do Rio de Janeiro. Depois da capital fluminense, é o município em que nossa empresa mais investe no estado – afirma Hebert Braz, diretor de Incorporação Regional da PDG.

Jorge Rucas, diretor nacional de Negócios da João Fortes, conta que a construtora começou a investir na região em 2011. De lá para cá, foram lançados 11 empreendimentos em Niterói, três em Cabo Frio, e um em Macaé, totalizando 15. Destes, apenas um é comercial. Os outros todos são residenciais.

Quando a empresa começou a operar na região. Icaraí e Jardim Icaraí apresentavam uma tendência de crescimento, e isso provocou o mesmo efeito em outros bairros, gerando uma valorização geral, explica Rucas. A dificuldade, segundo ele, é achar terrenos. Tal barreira reforça ainda mais a necessidade de se investir em outros lugares.

COBERTURAS MAIS CARAS

A pesquisa analisou ainda coberturas, casas padrão e em condomínios. Em relação às casas, destaca-se São Francisco e, nos residenciais coletivos, Camboinhas, na Região Oceânica, área que, além da Zona Sul, há tempos vem crescendo significativamente. Embora um pouco mais afastada do burburinho central, é contemplada por belíssimas praias e tem uma ocupação mais residencial.

Na Região Oceânica, aliás, tem crescido o número de condomínios clubes, transformando o espaço em bairros que lembram o estilo da Barra e do Recreio dos Bandeirantes, do Rio. Já nos apartamentos de cobertura, o Ingá supera o valor do metro quadrado de Icaraí, conhecida por suas construções de qualidade. Enquanto no primeiro o preço chega a R$ 8.134 (15% a mais que o custo de unidades padrão, diga-se), no segundo, o valor está em R$ 7.848.

ICARAI LIDERA EM LOCAÇÃO

O levantamento do Seeovi Rio apurou também preços de locação em sete bairros. No que diz respeito aos apartamentos padrão, !card é o bairro mais caro: a média do metro quadrado alcança R$ 24,95. Em seguida estão Ingá (R$ 23,72) e São Francisco (RS 23,24). Outra percepção da pesquisa é que Santa Rosa, uma das áreas nobres da cidade, tem atraído inquilinos devido à sua tranquilidade, fazendo com que o preço chegue a RS 22. 75 na mesma métrica.

O Centro também é atrativo, apesar da falta de segurança apontada por alguns moradores. O aluguel de um Imóvel de 70 metros quadrados custaria cerca de RS 1.519, valor este que se aproxima do praticado no Méler, no Rio.

(O Globo)

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2015-10-28T15:23:38-03:00 28 de Outubro de 2015|Mercado Imobiliário|0 Comentários

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